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A psicologia das pessoas vingativas

Sentir inveja é algo natural, mas nem sempre ir atrás de uma recompensa é a melhor alternativa. Entenda quando a inveja é nociva, e descubra as características das pessoas vingativas.


Você acha comum (e justo) o desejo de vingança? Sim? Como você, milhares de pessoas compartilham a mesma crença, especialmente se submetidos a uma situação na que foram prejudicados propositalmente por alguém. É o direito de retribuição, certo?

Nem sempre. Apesar de ser um sentimento extremamente comum e que pode emergir nas mais diferentes personalidades, a vingança tem, sim, um lado obscuro; a começar pelo fato de ser um sentimento intenso, difícil de controlar. Muitas vezes, o desejo de se vingar acaba sendo mais prejudicial para aqueles que o albergam.

Investigadores suíços estudaram o que acontece no cérebro das pessoas que têm a possibilidade de se vingar de uma "injustiça". Como era de se esperar, as ressonâncias magnéticas demonstraram que há uma sensação de recompensa - se ativa o núcleo caudado do cérebro, relacionado ao aprendizado e à memória.

Porém, esse é o aspecto mais imediato da vingança. A longo prazo, a sensação de mal-estar despertada pela ofensa original acaba persistindo e a tentativa de ser recompensado serve apenas para alimentar o desconforto. Isso porque, ao invés de proporcionar um sentimento de justiça, a vingança desencadeia um ciclo de retaliações.

A vingança reabre e agrava feridas emocionais. Ao invés de punir o culpado, você acaba punindo a si mesmo, caindo em um círculo vicioso. Estudos das universidades de Virgínia e Harvard (EUA) demonstram que as pessoas vingativas acabam se concentrando em sentimentos negativos, como a raiva e o ódio. O fato de se vingar não é capaz de aplacar tais sentimentos, e a pessoa acaba perdendo sempre, faça o que faça.

Segundo especialistas em psicologia social, o caminho passa por encontrar uma forma mais positiva de dar vazão a esse sentimento tão natural que é a vontade de vingar. Mas, como?


A melhor vingança é não se vingar


A melhor estratégia continua sendo manter a calma e agir com sabedoria, para demonstrar ao outro que a raiva é incapaz de sufocar você. Pare, respire fundo e retome o equilíbrio, deixando claro que você se nega a carregar sentimentos negativos por muito tempo.

Da próxima vez que você sentir a vontade incontrolável de se vingar de alguém, pegue toda essa energia e a converta em combustível para o seu sucesso. Use essa força para alcançar seus objetivos, para conseguir o que você deseja, e realmente dê uma sensação de recompensa duradoura para o seu cérebro: aquela de saber que você é o grande responsável pelo seu sucesso, relativizando a influência negativa dos demais.

Para que isso aconteça, é fundamental ir mais além da aparência fascinante da vingança. Ela é um desejo humano, que não deixa de estar ligado a um instinto de preservação. Porém, o custo de se vingar é alto, e normalmente denota:

pessoas que se consideram a materialização da justiça pessoas que acreditam em uma verdade universal pessoas que costumam estruturar pensamentos dicotômicos (ou você está comigo ou em contra)pessoas com problemas de empatia pessoas com dificuldade para lidar com suas próprias emoções pessoas com baixo nível de autoconhecimento

Quando chegar o desejo de vingança, aproveite para colocar em prática estratégias que permitam você potencializar o seu desenvolvimento. E, se tiver problemas para conseguí-lo sozinho, procure ajuda especializada.


Fonte: https://br.mundopsicologos.com/artigos/a-psicologia-das-pessoas-vingativas

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