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ALCOOLISMO


O alcoolismo compreendido cientificamente como síndrome de dependência de álcool (SDA), é sem dúvida um grave problema de saúde pública, sendo um dos transtornos mentais mais prevalentes na sociedade. Trata-se de uma patologia de caráter crônico, passível de muitas recaídas é responsável por inúmeros prejuízos clínicos, sociais, trabalhistas, familiares e econômicos. É com frequência associado a situações de violência (sexual, doméstica, suicídio, assalto, homicídio, etc.), acidentes de trânsito e traumas.

O consumo de álcool tem aumentado de maneira significativa nas últimas décadas, com predominância de avanço nos países em desenvolvimento. Esse aumento tem sido mais frequente em países onde existe pouca tradição de políticas sociais de controle do uso de álcool, assim como em métodos de prevenção tratamento.

Dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), referentes aos dois levantamentos domiciliares de uso dessas drogas realizado no Brasil. Que mostram a prevalência do consumo de álcool Na vida aumentou de 68,7 para 74,6%; e a dependência de álcool, de 11,2 para 12,3%, entre 2001 e 2005.

Os bebedores apresentam elevado nível de consumo de risco. A prevalência de problemas relacionados ao uso, ao abuso e à dependência de álcool também é significativa.

Principais queixas apresentadas:

  1. Humor deprimido;

  2. Nervosismo;

  3. Insônia;

  4. Complicações físicas do uso do álcool (úlcera, gastrite, doença hepática);

  5. Acidentes ou ferimentos devido ao uso de álcool;

  6. Falta de memória ou concentração.

  7. Problemas legais e sociais devido ao uso de álcool (problemas conjugais, faltas ao trabalho, prisões, etc.);

  8. Sinais de abstinência alcoólica (sudorese, tremores, náusea matinal, alucinações);

Os pacientes podem, às vezes, negar ou não ter consciência dos problemas com o álcool. A família pode solicitar ajuda antes que o paciente o faça (por exemplo: porque o paciente é irritável em casa, falta ao trabalho).

Informações essenciais para o paciente e familiares:


Dependência de álcool é uma doença com sérias consequências;

Parar ou reduzir o uso de álcool trará benefícios mentais e físicos;

Ingerir bebidas alcoólicas durante a gravidez pode prejudicar o bebê;

Em alguns casos de uso nocivo de álcool sem dependência, controlar ou reduzir a bebida é um objetivo razoável;

Dependendo do grau de intoxicação alcoólica, a parada abrupta pode causar sintomas de abstinência, nestes casos se faz necessária supervisão médica;

Recaídas são comuns. Para alguns se faz necessária várias tentativas.


Onde e formas de tratamento:

Médico psiquiatra e/ou clínico;

Psicológico (Cliniemma);

Alcoólicos Anônimos – (61) 3351 9644 – 3226 0091

Pastoral da Sobriedade.


Fontes:

Dependência química: prevenção, tratamento e políticas públicas / Alessandra Diehl... [et. al. ]. – Porto Alegre: Artmed, 2011.

CID-10 – Diretrizes diagnósticas e de tratamento para transtorno mentais em cuidados primários / Organização Mundial de Saúde; trad.: Maria Cristina Monteiro. – Porto Alegre: Artmed, 1998.

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