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Dependência Química

O que é? Tem tratamento?


A dependência química é definida pela 10ª edição da Classificação

Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS),

como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos

que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância. A

dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica, por

exemplo: o fumo, o álcool ou a cocaína. A uma categoria de substâncias

psicoativas, por exemplo: substâncias opiáceas ou a um conjunto mais vasto

de substâncias farmacologicamente diferentes.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Edição (DSM-5)

da Associação Psiquiátrica Americana, se refere à Dependência Química, por

Transtornos Relacionados a Substâncias e transtorno Aditivos, todas as drogas

que são consumidas em excesso têm em comum a ativação direta do sistema

de recompensa do cérebro, o qual está envolvido no reforço de

comportamentos e na produção de memórias. A ativação do sistema de

recompensa é intensa a ponto de fazer atividades normais serem

negligenciadas.

Causas

A dependência química é uma doença crônica e multifatorial, isso significa que

diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a

quantidade e frequência de uso da substância, a condição de saúde do

indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais.

Muitos estudos buscam identificar características que predispõe um indivíduo a

um maior risco de desenvolver abuso ou dependência. Em relação ao álcool,

por exemplo, estima-se que os fatores genéticos expliquem cerca de 50% das

vulnerabilidades que levam o indivíduo a fazer uso pesado de álcool -

principalmente genes que estariam envolvidos no metabolismo do álcool e/ou

na sensibilidade aos efeitos dessa substância, sendo que filhos de alcoolistas

possuem quatro vezes mais riscos de desenvolverem alcoolismo, mesmo se

forem criados por indivíduos não alcoolistas. Além disso, fatores individuais e

aspectos do beber fazem com que mulheres, jovens e idosos sejam mais


vulneráveis aos efeitos das bebidas alcoólicas, o que o colocam em maior risco

de desenvolvimento de problemas.

Fatores de risco

Determinadas características ou situações podem aumentar ou diminuir a

probabilidade de surgimento e/ou agravamento de problemas com o álcool e

outras drogas. Essas situações são conhecidas como fatores de risco e

proteção.

No entanto, os fatores de risco não são necessariamente iguais a todos os

indivíduos e podem variar conforme a personalidade, a fase do

desenvolvimento e o ambiente em que estão inseridos. Entre eles, pode-se

destacar:

  • Fatores de risco: genética, transtornos psiquiátricos (ex: transtornos de conduta), falta de monitoramento dos pais, disponibilidade do álcool;


  • Fatores protetores: religião, controle da impulsividade, supervisão dos pais, bom desempenho acadêmico, políticas sobre drogas.


Sintomas de Dependência química


Alguns dos sintomas da dependência química são:

  • Desejo incontrolável de usar a substância;

  • Perda de controle (não conseguir parar depois de ter começado);

  • Aumento da tolerância (necessidade de doses maiores para atingir o mesmo efeito obtido com doses anteriormente inferiores ou efeito cada vez menor com uma mesma dose da substância).

Sintomas de abstinência:

  • Sudorese;

  • Tremores;

  • Ansiedade quando a pessoa está sob efeito da droga.

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