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IMPULSIVIDADE



A impulsividade pode ser vista por meio de atos repentinos e sem pensar muito sobre os mesmos. Dessa forma, não se pensa nas consequências do ato no primeiro momento, optando por reagir primeiro e depois lidar com as consequências. Portanto, se trata de um impulso para agir, demonstrando um desequilíbrio entre o pensar, sentir e agir, que são instâncias fundamentais para nosso modo de viver.

Indivíduos com alto nível de impulsividade costumam tomar decisões precipitadas, se colocam em diversas situações de risco, costumam sentir culpa, raiva, tristeza e muitas vezes sentem arrependimento pelas decisões tomadas, usam o ataque como forma de se defender, porém também são pessoas que costumam expor sem medo suas opiniões. A impulsividade é observada em diversos transtornos, como por exemplo, transtorno de dependência, ciúme e amor patológico, passar muito tempo na internet, tricotilomania que se trata de um transtorno onde a pessoa arranca os pêlos e/ou cabelos do corpo, comportamentos auto lesivos, entre outros diversos.

Felipe de Sousa, traz cinco formas básicas do comportamento impulsivo, sendo elas:

Urgência negativa

Este tipo de impulsividade aparece nas pessoas que agem impulsivamente a partir de um afeto negativo. Por exemplo, o indivíduo que bebe (comportamento impulsivo) porque está triste. A tristeza é, naquele momento, a urgência que o leva a se comportar. Outro afeto negativo que é comum é a raiva. Com raiva, o sujeito se comporta impulsivamente, chutando uma porta, brigando, discutindo.

Urgência positiva

É parecido com o anterior. Difere no afeto que, ao invés de ser negativo, é positivo. Por exemplo, a pessoa bebe ou usa outra substância que causa dependência não porque está triste ou com raiva, mas porque está feliz, eufórica, alegre. Outra pessoa, tendo por base esse ou outros afetos considerados positivos, pode vir a gastar todo o seu salário em um jogo de azar.

Falta de premeditação

Por definição, a impulsividade é uma resposta que é imediata, reativa. Um dos construtos do teste UPPS-P é de que a impulsividade se expressa na ausência de premeditação, ou seja, não há o pensamento ou consideração das consequências do ato. A pessoa faz, age, diz e “não se importa” com o que vem depois.

Falta de perseverança

A perseverança é a capacidade de manter um comportamento contínuo ou ao longo do tempo, ainda que o comportamento venha a ser sentido como maçante, tedioso, desagradável.

Busca de sensações

O quinto e último tipo de impulsividade consiste na busca de sensações. É como se a pessoa estivesse ou ficasse entediada com a quantidade de estímulos que está vivenciado e quer mais. Pular de paraquedas, por exemplo, ou sair de moto em alta velocidade seriam exemplos comuns.

É importante estar atento para verificar o quanto a impulsividade afeta a vida do indivíduo. A busca por autoconhecimento dentro da psicoterapia ajuda nesses casos, pois a pessoa pode verificar o que leva ela a ter esses comportamentos impulsivos, e assim tomar consciência para poder ressignificar (dar um novo sentido), e mudar seu estilo de vida.


Sarah Gomes, psicóloga, CRP 01/21512


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