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O que é uma crise existencial e como enfrentá-la

Uma crise existencial pode estremecer as bases de qualquer pessoa, desencadeando uma sensação de vazio difícil de superar. Mas, acredite, nem tudo é ruim. Saiba mais sobre o tema a seguir.




Qualquer pessoa está sujeita a experimentar uma crise existencial, aquele momento em que predomina uma sensação de vazio, já que parece que, aos poucos, tudo foi perdendo o sentido. A pessoa se sente perdida, e não sabe que caminho seguir.

Não seria exagerado dizer que a crise existencial, na verdade, é uma crise de identidade, pois costuma aparecer justamente quando percebemos que tudo aquilo que acreditávamos estar sob nosso controle, deixa de estar.

Esse tipo de crise não tem qualquer relação com ter ou não sucesso, ter ou não os recursos necessários para viver uma vida aparentemente boa. Pode aparecer a qualquer momento, e afetar qualquer tipo de personalidade.

Existe uma angústia por não ter claro qual é o propósito de vida nesse momento, um mal-estar por não saber o que está provocando essa tristeza, uma aflição por não encontrar as respostas e nem saber onde buscá-las.

Não é raro que as crises existenciais desencadeiem um processo de introspecção. E isso tem um preço a pagar a nível emocional, pois os recursos que antes eram efetivos para enfrentar as adversidades já não se aplicam à realidade atual.

Daí essa sensação de vazio. Um dos grandes pontos de frustração é a dificuldade para vislumbrar quais metas devem ser estabelecidas para alcançar a realização pessoal. E não há outra alternativa possível: é preciso sair da zona de conforto para entrar em uma nova realidade.


Os ciclos de vida

Apesar de poder surgir a qualquer momento, no imaginário coletivo e seren divididas em ciclos diferentes por distintos grupos de pensadores, as crises existenciais costumam estar associadas a fases específicas da vida. Isso porque há dilemas que normalmente são vividos de forma transversal por quem alcança os 30, os 40, etc.

Seguramente você já experimentou algo similar. Mas sabe o que a maioria das pessoas se esquece? Que cada etapa dessas também reserva seus prazeres.

  • Crise dos 30

Costuma coincidir com a pressão para ser bem-sucedido, ter um trabalho respeitável e dedicar boa parte da sua vida para consolidar a realização profissional. Isso porque é um momento em que a necessidade de segurança e estabilidade se acentua, fazendo com que a pessoa, às vezes, até descuide de outras áreas da sua vida.

A grande preocupação em relação ao futuro próximo costuma ser se o que a pessoa tem e faz no presente será suficiente para lhe proporcionar felicidade no futuro.

Como nem tudo é ruim ou pesado, é nessa fase que os relacionamentos amorosos costumam se consolidar.

  • Crise dos 40

Normalmente é uma etapa de muita autocobrança. A pessoa cai num ciclo vicioso de gastar muito tempo e energia pensando em tudo o que fez até então, e como houvesse sido diferente ao escolher outro caminho.

Essas cobranças podem desencadear um quadro de tristeza ou depressão. Ainda mais porque coincidem com mudanças hormonais, e com um momento em que a autoestima está mais abalada.

O ponto positivo é começar a ser um pouco mais seletivo e exigente com os demais, investindo no fortalecimento de vínculos, e deixando de "perder tempo" com aquilo que não é relevante.

  • Crise dos 50

Conhecida também como crise da meia idade, a crise dos 50 faz com que a pessoa tenha a sensação que lhe resta pouco tempo de vida. O indivíduo começa a ser mais consciente do passar do tempo, muitas vezes não se sente tão útil no trabalho e acha que, de certa maneira, o melhor da vida passou. Não raro, essa fase coincide com a saída dos filhos de casa, o que deixa uma sensação de vazio.

No entanto, nessa etapa da vida, a pessoa já atingiu um nível de maturidade e sabe a que deve dar importância. A situação financeira normalmente já é mais estável, e isso permite desfrutar de prazeres como viagens, compra de um imóvel na praia, hobbies. Se os filhos já estão crescidos e a relação com eles é boa, começa uma fase de muita cumplicidade e satisfação por ver as crias alçarem voo próprio.


A bagagem das crises existenciais

A crise existencial pode supor um gasto de energia importante, deixando a pessoa ansiosa, estressada. Se esse quadro se prolongar e a pessoa não conseguir se reconciliar com sua vida e seus planos, é possível inclusive que comece a sofrer sintomas de problemas emocionais profundos.

Porém, quem consegue superar uma crise existencial, sai desse processo com um sentido de que aprendeu uma valiosa lição. Essas crises sempre são uma oportunidade de aprendizagem, para ampliar o autoconhecimento, refletir sobre prioridades e reorganizar a vida em função do que se quer ser e alcançar.

É um processo rico, que deixa a pessoa mais forte e consciente para enfrentar as dificuldades do dia a dia. Está difícil lidar com um momento de crise? Entre em contato com um psicólogo.

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