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Transtorno de Personalidade Dependente (TPD)



Segundo o DSM, o Transtorno de Personalidade Dependente (TPD) se trata de “Uma

necessidade difusa e excessiva de ser cuidado que leva a comportamento de submissão e apego que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos, conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes:

1. Tem dificuldades em tomar decisões cotidianas sem uma quantidade excessiva de conselhos e reasseguramento de outros.

2.Precisa que outros assumam responsabilidade pela maior parte das principais áreas de sua vida.

3. Tem dificuldade em manifestar desacordo com outros devido a medo de perder apoio ou aprovação. (Nota: Não incluir os medos reais de retaliação).

4. Apresenta dificuldade em iniciar projetos ou fazer coisas por contra própria (devido mais a falta de autoconfiança em seu julgamento ou em suas capacidades do que a falta de motivação ou energia).

5. Vai a extremos para obter carinho e apoio dos outros, a ponto de voluntariar-se para fazer coisas desagradáveis.

6. Sente-se desconfortável ou desamparado quando sozinho devido a temores exagerados de ser incapaz de cuidar de si mesmo.

7. Busca com urgência outro relacionamento como fonte de cuidado e amparo logo após o término de um relacionamento íntimo.

8. Tem preocupações irreais com medos de ser abandonado à própria sorte (DSM-5, 2014, p. 675). Zanin e Valerio afirmam que os indivíduos com Transtorno de Personalidade Dependente têm como característica fundamental uma necessidade global e excessiva de ser cuidado, desencadeando um comportamento submisso e aderente, juntamente, ao medo da separação. Segundo Beck e Freeman, comportamentos dependentes e submissos visam a obter atenção e cuidados e surgem de uma percepção de si como incapaz de funcionar adequadamente sem o auxílio de outras pessoas.

O indivíduo que sofre com TPD tem tendência a evitar mostrar que pode fazer algo sozinho e bem feito, por acreditar que ao “melhorar” deixará de ser cuidado por terceiros.

Dificilmente adquire habilidades relacionadas à independência, perpetuando a necessidade de ter quem cuide dele e para não ser abandonado.

Portanto no Transtorno de Personalidade Dependente, o indivíduo apresenta uma

tendência sistemática a deixar que outros realizem tomadas de decisões, importantes ou menores; possui medo de ser abandonado; tem percepção de si como fraco e

incompetente; apresenta submissão passiva à vontade do outro e dificuldades nas

exigências da vida cotidiana; falta de energia que se traduz por alteração das funções

intelectuais ou perturbação das emoções; e tendência frequente a transferir a

responsabilidade para outros.


Sarah Gomes, psicóloga, CRP 01/21512


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